Pink and Purple é um espaço para discutir o universo feminino. Sem futilidades ou frescuras, as autoras compartilham suas (nem tão) felizes experiências, sempre rindo de si mesmas e, apesar de todos os percalços, descobrindo que adoram ser mulher!

27 de setembro de 2011

Como eu engordei 25 quilos na faculdade

Foto 1: Bienal-SP. Dezembro de 2010/
Foto 2: Telejornal da RBS/. Março de 2008
O título é verídico. Não estou usando uma tática de sensacionalismo para o meu primeiro post no blog. Quero apenas “contar um pouco da minha história”. Meu nome é Jéssica Michels, tenho 20 anos, estou quase no último ano da faculdade de Jornalismo; [quase porque eu só termino em 2012 se conseguir pensar num tema decente para a monografia] e estou gorda.
Em três anos e nove meses que frequento o ambiente acadêmico engordei 25 quilos. Não estou pensando em processar o Ielusc, afinal a culpa é minha. É claro que o stress, a pressão, as provas, os indexes, os professores irritantes, ajudaram, e muito, na minha infeliz conquista dos 25 quilos; mas como já escrevi: a culpa é minha.
Desde sempre...
Sempre tive problemas com a aparência, e isso começou bem cedo. O interessante é perceber que a minha educação influenciou todos os meus estágios de aumento de peso. Era bem magrela até a 4ª série e estudava de manhã. Nesta época eu já estava bem familiarizada com o significado das palavras “dieta” e “regime”. Meu irmão nasceu quando eu tinha três anos (sou a mais velha), e um ano depois minha mãe começou a fazer regimes periodicamente. E minhas lembranças de infância são recheadas de cenas do tipo: mamãe correndo na esteira, pulando corda, tomando remédios, se alimentando de pós nutricionais, usando religiosamente a fita métrica e a balança. Minha mãe - depois de dois filhos - teve inúmeros efeitos sanfonas. [Ah, sem drama. Tive uma infância normal, apenas ressaltei o meu contato desde criança com o problema da aceitação do corpo nesta ditadura da beleza]
Quando completei 10 anos, comecei a estudar no turno vespertino, na 5ª serie. E eu engordei. Fiquei com barriga (bem horrível) e com os braços mais gordinhos. Parece que de um dia para o outro eu tinha engordado uns 10 quilos. Durante todo o ensino fundamental participei das atividades físicas. Gostava mais do vôlei, apesar de ser meio “patinha”. No ano seguinte, na 6ª série, eu já tinha emagrecido um pouco, mas ainda assim tinha o perfil de “tenho cinco quilos a mais que todas as outras meninas”. Só que isso ainda não era um tormento.
Primeiros conflitos
Minha angústia só começou na 7ª série, época que quase todas já tinham tirado o BV (boca virgem). Eu ainda não. Sinceramente, eu nunca me preocupei com isso. Tinha algumas paixões platônicas pelos garotos mais lindos da turma, mas nada que me frustrava. (Sim, o cara era um babaca e eu não consigo entender porque eu gostava dele. Ah, e ele alternava o namorico entre a garota mais linda e a mais popular da sala.) Eu já tinha me agarrado na inteligência, nos livros, no teatro. Não era a melhor da turma, mas nunca tirava notas baixas (Apenas em matemática, meu terror absoluto). Desenvolvi um “espírito de liderança”, era bem certinha, representante da turma e até participei das eleições do Vereador Mirim. Na 7ª série, enquanto as meninas estavam com os namoradinhos eu usava uma mochila do Harry Potter. (Sério! E eu sofri bullying, só que isso é assunto pra outro post). Mas posso afirmar com toda certeza que o meu QI era maior. Era uma “Peter Pan”. Demorei pra menstruar, pra tirar o BV.
É incrível como em poucos meses a minha cabeça mudou muito. A menstruação, o BV, os culotes e os pneuzinhos da barriga me deixaram paranóica. Eu estava aflita por dentro, mas não deixava isso transparecer pra ninguém. Tirei o meu BV com 13 anos e menstruei poucos meses depois, quando já estava na 8ª série. Porém, a única coisa que continuava a me perturbar era a gordura. Foi então que eu comecei com os regimes. Copiava umas dietas da minha mãe, mas nunca passava do segundo dia. No final de 2004, eu estiquei muito, como se eu acordasse com 20 centímetros a mais. Fiquei com um corpo lindo. Bem modelo, sabe. Com 14 anos, 1,75 de altura e 50 quilos. Mas, num passe de mágica (assim como estiquei), eu engordei cinco quilos em praticamente duas semanas.
Ensino Médio
Entrei no ensino médio com 14 anos. Voltei a estudar no período matutino. E tive a minha primeira crise de anorexia. Acho que tenho até hoje a minha agenda de borboletinhas da Atrevida. Eu anotava diariamente o meu peso. Tinha 54 quilos. Era magra, mas com aquela “bordinha de catupiry” na barriga, que mesmo invisível aos olhos masculinos, perturba todas as mulheres. E usava manequim 40. Uma tortura. Isso era o que me deixava mais louca. Minhas melhores amigas usavam 36. E essa era o meu único objetivo: usar uma calça 36. Era muito insensato da minha parte. Afinal, eu tinha 1,75.
Era muito insegura, por mais que para os outros eu fosse uma pessoa com “personalidade forte”. Eu não me aceitava. Eu não admitia que alguma mulher fosse bonita usando manequim 40. Sempre tive crises de choro por causa do meu peso. Ficava sem comer durante dias. Comia gelo e mascava Trident. E me forçava a ingerir três litros de água por dia. Minha garganta chegava a doer. Depois da crise, não aguentava, começava a tremer e acabava devorando tudo que tinha na geladeira (e no armário também). Comia muito. E comia chorando. Sabotava-me o tempo todo. Estava muito fraca, mas não conseguia emagrecer. Comprava laxantes nas farmácias. Tomei remédios velhos da minha mãe. E vomitei muito. Só lia revistas estilo “Boa Forma”. Decorei os valores das calorias nos principais alimentos e anotava tudo na agenda. Dizia pra mim mesma: “Eu vou usar uma calça 36, nem que eu usasse a calça 36 no caixão”. Sei lá, eu achava bonito morrer de anorexia.
Minhas amigas sempre me ajudaram. Fazíamos caminhadas e academia. Mas no fundo eu não as considerava tão verdadeiras. Elas eram bem mais magras e também se importavam com o peso. Mas diziam: “- Ah, você não é gorda, é que você é alta.” E minutos depois, se olhavam no espelho e me perguntavam: “Essa blusa me deixa gorda?” (só para ilustrar, tinha várias coisas que me incomodavam). Eu percebia esta hipocrisia em todas elas. Na internet, tinha amigas mais sinceras. Fiz um Orkut falso apenas com fotos de modelos magrelas e só adicionava outras fakes anas e mias (anoréxicas e bulímicas). Eu usava a pulseirinha vermelha, das anoréxicas. (A pulseirinha roxa era pra quem tinha bulimia e pulseirinha branca para quem fazia muitas dietas).
Fiquei quase um ano nesta loucura. E não emagrecia. A “libertação” veio depois de uma simples conversa com a professora de biologia do colégio. Ela percebeu minhas olheiras e ficou chocada quando falei que minha menstruação estava desregulada por causa das crises de anorexia. Ela foi super carinhosa e me deu muitos conselhos. Percebi que estava enlouquecendo. E simplesmente desencanei. Exatamente assim. Em questões de minutos, deixei de ser paranóica.
Depois de uma visita rápida no médico e também no ginecologista descobri que estava com anemia. Não era muito grave, mas tomei ferro durante um mês. O drama na consulta: - “Esse remédio pode fazer você engordar uns cinco quilos”. Eu engordei 10 quilos, mas estava super saudável e ainda magra com 65 quilos. Manequim 40.
Na faculdade, o desespero.
Com todo esse meu lindo histórico “gordural”, fica fácil de listar os motivos que me fizeram engordar na faculdade. Trabalhar durante o dia (para pagar a faculdade) e estudar durante a noite. Acho que só isso já explica bastante coisa. Eu não cuidei nem um pouco da minha alimentação, da minha saúde durante esses três anos. Não me importei. Era algo que eu pensava: “primeiro vou cuidar da minha cabeça, depois vou cuidar do meu corpo”. Além dos 25 quilos, tenho muitas dores nas costas. Não vou ao médico. Sou muito fraca, não tenho resistência nenhuma. Minha saúde está abandonada.
O caso mais chocante é a falta de atividade física. Virei uma completa sedentária. Antes, ao menos, tinha as aulas de educação física, e hoje o máximo que pode acontecer é ter ginástica laboral no trabalho, e caminhar do trabalho ate a faculdade para economizar o passe (com sapatos inadequados e carregando muito peso na mochila). Literalmente, minha atividade física é nula. Em 2009 tive umas dores de coluna muito forte, coisa séria mesmo. Ela travava como se fosse uma câimbra. Era horrível. Demorei meses para ir ao médico. A explicação: falta de exercícios.
Odeio quando as pessoas me explicam: “- Você precisa fazer uma atividade física!” [Oi? Acha que eu não sei?] O lance é que me parece impossível fazer isso quando você trabalha o dia todo e estuda a noite. Eu sei que tem pessoas que fazem no horário de almoço, mas eu ainda não tenho uma organização perfeita pra isso. Agora soma essa rotina com estágios mal remunerados que não pagam vale transporte muito menos alimentação você terá um resultado horrível apresentado por mim: passei um bom tempo desses três anos almoçando coxinha e derivados. Eu não tinha 10 reais por dia para almoçar. Afinal, muitas vezes eu não tinha nem para comprar as ‘coxinhas’, de 2 reais. Ficava o dia todo sem comer, ia para a aula e quando voltava pra casa, (aproximadamente 23 horas) e me 'empanturrava' de pão. [Clichê familiar: ninguém almoçava em casa e a única comida que tinha no armário era o inimigo pão francês]
Inevitável. E então eu engordei 25 quilos. Mas estou decidida a reverter esse quadro. Minha meta é emagrecer 20 quilos em um ano. Projeto P&P Emagrecer, engordar ou manter. O desafio já começou. Participe conosco.

Jéssica Michels

28 de junho de 2011

Testamos – Levi's Curve ID

Por Carolinne Sagaz

Experimentei (mas não comprei) os jeans da Levi's Curve ID. Fiz a medição na loja com uma vendedora porque não entendi absolutamente nada do tutorial disponível no site da marca. Minha modelagem é a Demi Curve e meu tamanho sempre foi 36. O milagre do caimento perfeito que eu estava esperando não aconteceu. Precisei experimentar números diferentes. Na primeira tentativa tive o mesmo problema que sempre tenho com qualquer calça: serve nos quadris e nas coxas, mas fica muito grande na cintura.
A diferença entre as modelagens é o tamanho da cintura

Depois de provar alguns outros números (e também as outras modelagens), uma das calças serviu certinho em mim: a Demi tamanho38. Porém, tenho que dizer, caiu também quanto os jeans que encontro por R$50, 00 ou R$60,00 e tive que experimentar várias, como acontece com as outras marcas de calças. Acho que o preço não compensa.

O site também disponibiliza um teste para que você identifique sua modelagem analisando os problemas que você encontra na hora de comprar um jeans. Acontece que nenhuma das quatro opções combinava com meu tipo de corpo ou minhas dificuldades para encontrar uma calça que me sirva. Aí percebi o paradoxo da proposta: a marca entendeu que as mulheres têm formas diferentes, mas pediu para que elas se encaixem em um dos quatro padrões que eles criaram.


Se recomendo? Só se a calça serviu divinamente em você. 

Também experimentou? Diz o que achou na nossa enquete ali do lado.
;)

Jeans Levi's prometem vestir bem qualquer tipo de corpo


Por Carolinne Sagaz

A linha de calças jeans Levi's Curve ID, à venda desde 2010, tem quatro tipos de modelagem diferentes que prometem vestir melhor qualquer tipo de corpo. A numeração é a mesma que conhecemos (do 36 ao 46), mas as formas variam. A Slight Curve é feita para as bem magrinhas, a Demi Curve serve para realçar a cintura, a Bold Curve acentua as curvas e a Supreme Curve se ajusta a quadris grandes. Atualmente, todos os modelos de jeans vendidos nas lojas Levi's são da linha Curve ID. O preço é o mesmo das calças tradicionais, vendidas anteriormente: varia entre R$199,90 e R$449,90. 

Segundo a assessoria da marca, os jeans Curve ID surgiram depois de um ano e meio de pesquisa com 60 mil corpos femininos de mulheres de 18 países. Uma vendedora da loja em Joinville (SC), Suelen Fermino Florentino, explica que a diferença entre os quatro shapes é o tamanho da cintura, que, de acordo com a pesquisa, é o que faz alguma parte da calça sobrar ou apertar. 

Vendedora Malu Berlim mede Suelen. A calça dela é a Demi Curve
 
Para descobrir qual das modelagens fica melhor no seu corpo, você pode responder o teste do site, onde também está disponível um tutorial para tirar as medidas em casa. Quem for à loja, pode fazer essa medição com uma das vendedoras. “Tem mulher que acaba comprando só porque a gente mede a cliente”, conta Suelen, que percebeu um aumento nas vendas desde que a linha foi lançada. “Elas se sentem valorizadas”, completa.

Confira o vídeo de divulgação da marca:

Não se esqueça de responder nossa enquente sobre a linha Levi's Curve ID.

9 de junho de 2011

Dia dos Namorados sem namorado

Por Tuane Roldão

Mais um Dia dos Namorados está aí e eu, como boa solteira que sou, passarei sem um namorado oficial novamente. Mas não sem comemorar a data!

Já tive a época de reclamar, me lamentar, enfiar a cara em uma panela de brigadeiro nos livros, listar as vantagens de não se ter um namorado nesse dia, mas desta vez vai ser diferente! Chegou a hora de tirar vantagem do meu estado civil e ganhar um troquinho, rsrs.


PS.: Brincadeiras à parte, contem-nos como vocês, solteiros e solteiras de plantão (que brega isso! Devo estar encarnando o espírito da data), vão passar o Dia dos Namorados este ano.

Os amores da minha vida

Por Tuane Roldão
Toda semana, eu me apaixono por um cara diferente. Tá, talvez não seja exatamente a cada sete dias, nem mesmo paixão e muito menos por um cara inteiro. Explico: eu costumo me encantar por uma – e raramente mais que uma – característica de cada homem que encontro na rua determinados homens que conheço. E isso ocorre com certa frequência.
No entanto, é importante notar que só acontece com pessoas que eu encontro pela primeira vez. Ou seja, posso até achar que um amigo ou conhecido é um deusgregoporfavormeabana, mas guardo os "Gamei!" ou "Ô, lá em casa!" para aqueles que nunca haviam cruzado meu caminho antes. Mentira! Eu reprovei no curso Cantadas de Pedreiro Nível 1 e tive que parar com esses elogios simpáticos.
Resumidamente, é assim que funciona:
Passo nº 1: conhecendo o dito-cujo
Posso estar no trabalho, em uma festa, no ônibus, na rua (na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê), não importa. Já fui seduzida pela jogada de cabelo de um gato do trabalho, pelo sorriso de outro da faculdade, pelos cílios de um terceiro que se esmagou comigo dentro no transporte público da cidade (esmagados no sentido mais sardinha em lata que vocês possam imaginar, nada romântico ou agradável). O fato é que homens encantadores são encontrados em qualquer lugar, e eu sou prova disso – ou minhas paixonites são.

Passo nº 2: contando para as amigas
"Meniiiiiinas, conheci um cara (insira aqui a característica encantadora). Estou apaixonada". Essa frase histérica resume tudo, acreditem.
Passo nº 3: encontrando O Defeito
Como boa azarada que sou, é claro que o cara vai ter O Defeito, não é? No melhor dos casos, eu o vi passar e não tive coragem de puxar um assunto aleatório. Daí, O Defeito é ele não ser do meu círculo social para que eu possa me aproximar em uma outra ocasião. Mas há aqueles mais cabeludos. Aliás, ser cabeludo ou ter muitos pêlos também é O Defeito, né, meu filho?


O problema maior é que eu encontro O Defeito mais rápido do que "me apaixono", e isso faz com que toooodo o ciclo recomece. O lado bom é que, por não estar realmente apaixonada, o trauma por descobrir que o meu novo amor é, na verdade, um ordinário-xexelento não é assim tão grande.
PS.: Esse é um fenômeno recente para mim – provavelmente muito mais motivado por carência e por não me apaixonar de verdade do que por ser uma mulher volúvel.
PS. 2: Se tiver mais alguma retardada apaixonada compulsiva que nem eu, por favor, se manifeste. Quem sabe, a gente monta até um grupo anônimo.